ardoise laïcité
«Fomos atacados porque a França é uma antiga potência colonial do Médio-Oriente, porque a França bombardeou certos países para poder meter uma mão generosa nos seus recursos, porque a França é acessível geograficamente, porque a França está próxima da Bélgica e que é fácil para o djihadistas belgas e franceses comunicar graças à Língua, porque a França é um terreno fértil para recrutar djihadistas.» Porque a França contribui desde há longo tempo para alimentar a miséria do Mundo e que essa miséria não é apenas material, lembra-me um amigo.

Porque a França pós-colonial e multicultural gerou uma sociedade em que o racismo se normalizou – ou aliás, uma sociedade em que o racismo endémico (doente, anacrónico) se manteve. Onde a integração passa pela sujeição, de que é exemplo paradigmático o decreto que proibiu os símbolos religiosos (o véu das raparigas, por exemplo) na escola pública. Uma proibição de necessidade muito questionável, realizada em nome das normas securitárias do Mundo pós-11 de Setembro (visando especialmente o uso das burkas) e em nome do Estado laico – como se a laicização não devesse essencialmente ser sustentada no ensino propriamente dito, isto é, nos conteúdos dos programas que ensinam a separação dos poderes.

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