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70 pessoas com estatuto, idade, responsabilidades pela situação e experiência política bastante para terem juízo, assinaram um manifesto multipartidário – e a bem dizer eleitoralista, ou como dizem no PSD que governa actualmente, «inoportuno» – a exigir a reestruturação da dívida soberana portuguesa. Isto é, a sua renegociação para pagá-la mais dilatadamente, mesmo que fique mais cara (na teoria é assim, apesar de sabermos que haverá uma parte importante da dívida que deverá ser ‘apagada’, por razões pragmáticas que a História explica). Assim fazem também as famílias quando, confrontadas com o desemprego, vão ao banco renegociar o pagamento do pacote de créditos que haviam subscrito anteriormente.

Perante isto o que diz Pedro Passos Coelho? Que nem pensar, e chama masoquistas aos que defendem essa outra via.

Já não se aguenta ouvir o Primeiro-Ministro de Portugal chamar nomes aos portugueses. Mas sobretudo já não se aguenta que não dialogue, que seja casmurro, autoritário, e obstinado no que é caminho certo para garantir mais sofrimento para o povo – apesar de segundo ele o País estar melhor do que nunca.

O manifesto pode ser extemporâneo, e ter sido subscrito por demasiados gatos velhos de quintais adversários, mas a reconsolidação da dívida será nalgum ponto coisa certa. E Passos Coelho um derrotado a curto trecho.

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