basta

Umas linhas sobre as privatizações e a “reforma do Estado”, em dia de greves. 250 milhões de euros/ano a menos para os transportes anteriormente designados por públicos, gaba-se o secretário de Estado dos Transportes. Reduções conseguidas ao custo de despedimentos, cortes salariais, exploração e trabalho barato, e, claro, aumento dos preços dos serviços prestados. Frequência cada vez menor do metro em Lisboa, com os consequentes ajuntamentos de milhares de pessoas nos túneis subterrâneos da capital à beira-rio, com riscos para a vida de todos. Cada vez menos carreiras de autocarros, zonas que deixaram de ser servidas, isolamento das populações e dificuldades crescentes na sua mobilidade, desinvestimento na segurança, acidentes de comboio por falta de manutenção das infra-estruturas, etc, etc, etc.  Os serviços prestados pelo Estado aos seus cidadãos não servem para ganhar dinheiro mas justamente para assegurar tudo aquilo (por vezes nada lucrativo mas necessário) em que os investidores privados jamais estarão interessados. Isto é válido para os Transportes como para a Saúde ou para a Educação.

Anúncios