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Uma entrevista a António Costa (sim, eu sei que ele é do PS), eis o que me levou a comprar o jornal Sol, cuja última edição integra (numa revista chamada Tabu) uma crónica do senhor Saraiva que passa a mão pelo pêlo do actual Governo, indignando-se o cronista contra os que opinam a torto e a direito (como ele, por exemplo) prejudicando quem trabalha – como o actual Governo, por exemplo, tão dura e injustamente vilipendiado, acusa Saraiva.

O Sol é o Expresso no seu pior: velha escola de quando os jornalistas tinham o rei na barriga, feito (escrito, editado) para os amigos e para os amigos dos amigos, sem uma linha editorial consistente, espécie de magazine onde cabe tudo, misturando publireportagens sobre Luanda e Maputo, com festas de arromba cheias de gente bronzeada que durante o Verão dançou nas praias até às quinhentas, e notícias que podiam ser as de um jornal diário. Nada (com as devidas excepções) parece ser o resultado de um jornalismo semanal de qualidade semanal, que é aquele que tem mais tempo do que o diário, e deveria por isso ser levado a aprofundar os assuntos, oferecendo aos leitores uma informação minimamente aprofundada, capaz de fazer uma leitura crítica do nosso tempo e sociedade. Criatividade alguma, rasgo nenhum, e aquele velho Portugal estampado na maioria dos textos, as mais das vezes impregnados da pequena política de quem faz pandam com a classe dirigente, a quem serve para poder continuar a publicar-se.

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